Thursday, October 19, 2006

Fosse Eu outra pessoa

A omissão é terrível. No Café do molhe, esqueci-me do seu Autor: Manuel António Pina.
Tirei o poema de um livro pequeno [que um homem decente compra livros], mas muito bom: Nenhuma palavra, nenhuma lembrança. Recomendo. É barato e na FNAC compra-se de certeza.

Gostaria Eu de ter a virtude da prosa e poesia deste Senhor. Como não tenho, transcrevo. Se escrevesse assim, não faria Eu o que faço e seria provavelmente muito mais feliz. Não que não goste do que faço, mas fico sempre com a impressão [como esta que tenho eu agora] que poderia também fazer outras coisas, mais ao gosto do comum dos mortais. Mas não, sou o que sou e faço o que faço.

Não tenho escrito muito. Mas há dias e há dias. E os meus dias [de hoje] são pobres em vontade de escrever, porque escrever recorda, porque recordar magoa, porque magoar amargura. Melhores dia virão.

1 comment:

Shinguru said...

Não és, mas podias ser. Acho que tens mais que capacidade para escreveres poesia assim. Por isso, desafio-te a publicares coisas tuas. Ficarei a aguardar!